Malas com drogas: goianas foram presas na Alemanha após terem bagagens trocadas em aeroporto; relembre
30/03/2026
(Foto: Reprodução) Goiana que teve mala trocada e foi presa na Alemanha cobra indenização
Duas goianas foram presas injustamente na Alemanha após terem as malas trocadas por bagagens com drogas durante uma viagem internacional, em 2023. O caso ganhou repercussão nacional e revelou um esquema criminoso dentro de aeroporto brasileiro.
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As brasileiras Kátyna Baía e Jeanne Paolini, que viajavam a turismo pela Europa, foram detidas ao desembarcar em Frankfurt, após a polícia encontrar cerca de 20 quilos de cocaína em cada uma das malas vinculadas aos nomes delas.
As duas sempre negaram qualquer envolvimento com o crime e afirmaram que as bagagens não eram delas. As goianas embarcaram no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, com destino à Europa. A viagem incluía uma conexão no Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde ocorreu a fraude.
Segundo as investigações, funcionários terceirizados atuaram em um esquema de tráfico internacional de drogas, realizando a troca de etiquetas de bagagens.
Com isso, malas contendo entorpecentes foram etiquetadas com os nomes das passageiras, enquanto as bagagens originais delas desapareceram.
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Jeanne Paollini e Kátyna Baía e as duas no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo
Reprodução/Redes Sociais e Reprodução/TV Anhanguera
Prisão e investigação
Ao chegarem à Alemanha, as duas foram presas em flagrante e levadas para um presídio feminino, onde permaneceram por 38 dias. O caso passou a ser investigado pela Polícia Federal, que encontrou indícios de que as goianas não tinham envolvimento com o crime.
Imagens de câmeras de segurança e outros elementos apontaram que houve troca de malas ainda no Brasil. Durante a apuração, seis pessoas foram presas suspeitas de integrar o esquema. Com o avanço das investigações e o envio de provas às autoridades alemãs, a inocência das brasileiras começou a ser reconhecida.
Elas foram libertadas após mais de um mês presas e conseguiram retornar ao Brasil com apoio de advogados e autoridades. Mesmo após a liberdade, as goianas afirmam que continuam enfrentando consequências do episódio. Segundo elas, os impactos são diversos e vão desde danos emocionais e psicológicos até prejuízos financeiros e exposição pública.
Ao g1, a Gol disse que não irá comentar o caso.
As vítimas também cobram responsabilização da Gol Linhas Aéreas, alegando que houve uma falha grave no controle de bagagens. De acordo com elas, o sistema de despacho apresentou erros e a empresa deve responder pelos danos causados, mesmo sem intenção direta. Para o casal, o caso evidencia riscos que podem atingir qualquer passageiro.
As brasileiras Kátyna Baía e Jeanne Paolini (goiás)
Arquivo pessoal/Kátyna Baía
O que dizem as vítimas
Nas redes sociais, as goianas também se manifestaram sobre o caso e reforçaram o impacto da prisão.
Em um dos vídeos, elas agradecem o apoio recebido e destacam a importância da advogada que atuou na defesa. Segundo o casal, a liberdade só foi possível graças à atuação jurídica e à investigação conduzida no Brasil.
“O meu caso e o da Jeanne é um retrato da grave falha de segurança. Nós quase perdemos 20 anos da nossa vida em um presídio na Alemanha”, declarou.
Ela também destacou que as consequências continuam mesmo após a liberdade. “As marcas continuam até hoje: são emocionais, psicológicas, sociais e financeiras.”
Segundo a vítima, a investigação comprovou que uma funcionária recebeu malas com drogas que foram etiquetadas com os nomes delas.
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